Iniciação Científica - O que você precisa saber

Iniciação Científica - O que você precisa saber

14 de maio de 2021

A Universidade vai muito além de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Toda Universade se baseia em três pilares: o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. A Iniciação Científica (IC) se insere no pilar da pesquisa. 

Falar sobre a IC, é falar tanto sobre educação, quanto em desenvolvimento humano. Afinal, a IC prepara e apresenta aos alunos as tecnologias, inovações e transformações que a Ciência fornece para a sociedade - sempre estimulando a busca pelo conhecimento.

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégias (CGEE) mostrou que acadêmicos de graduação que se envolveram com pesquisa e projetos de IC possuem 2,2 vezes mais chances de concluir o mestrado e 1,5 mais chances de fazer um doutorado.

 

O que é?

A IC é uma modalidade de pesquisa acadêmica desenvolvida por alunos de graduação nas universidades brasileiras em diversas áreas do conhecimento. É o primeiro contato do aluno com a pesquisa acadêmica.

Na IC, o aluno escolhe um tema de maior afinidade e realiza um estudo aprofundado sobre ele, com o auxílio de um orientador, por aproximadamente 1 ano. Portanto, é voltada para alunos de graduação que tenham interesse pela pesquisa, desejam seguir carreira acadêmica ou que tenham como objetivo realizar um estudo sobre determinado tema. 

O que preciso fazer?

Para ganhar uma vaga de IC basta apenas se candidatar na própria instituição de ensino, após conversa e acordo com um professor orientador. Na grande maioria das instituições de ensino a abertura de editais de IC acontece anualmente. É importante também estar aberto e interessado nos temas estudados pelos grupos de pesquisa da Universidade que podem receber alunos de IC.

Participar de um projeto de IC é uma oportunidade para colocar o estudante mais próximo dos alunos de pós-graduação, e quem sabe, despertar nele o interesse pela carreira acadêmica.

O que faz um aluno de IC?

O graduando que participa de um projeto de IC deve pesquisar sobre temas junto a outros estudantes e com um professor orientador, a fim de criar um Projeto de Pesquisa. A IC possibilita ao aluno a condução e execução de diferentes etapas de uma pesquisa, além de prepará-lo para a análise e interpretação crítica dos resultados obtidos. Ao finalizar uma IC, o aluno produzirá novos conhecimentos, que podem ser publicados em artigos científicos, apresentados em congressos, e ainda gerar novas pesquisas.

Como pesquisador, o estudante pode receber bolsas de iniciação científica através das agências de fomento (CAPES, CNPq), ou pode realizar toda a pesquisa de forma voluntária.

Durante o desenvolvimento da IC, o aluno deve elaborar dois relatórios (um parcial e outro final) com os detalhes das atividades realizadas. E, após a conclusão da IC, o estudante deve apresentar os resultados dessa pesquisa em eventos científicos de instituições de ensino e pesquisa.


 

Outras informações

A participação em um programa de IC valem horas complementares, bem como a sua apresentação em eventos. Muitos estudantes de graduação aproveitam o desenvolvimento do projeto de pesquisa da IC para transformá-lo no trabalho de conclusão de curso (TCC), pois a escrita de um projeto de pesquisa já prepara o trabalho para uma monografia, além de já habituar o aluno com as técnicas de pesquisa.

Ao fazer uma IC, o estudante cria o hábito de busca por artigos científicos em bases de dados e se familiariza com a leitura de periódicos internacionais, o que é muito importante se houver o desejo de continuar com a pós-graduação. 

Participar de um programa de IC só traz vantagens e experiências profissionais positivas aos estudantes, além de estimular o desenvolvimento pessoal e profissional com o senso de responsabilidade, comprometimento e seriedade. Super recomendo!

E você que passou pela graduação, quer entrar na pós-graduação, mas não fez uma IC, não se preocupe. A IC é um diferencial, porém, não é um pré-requisito.

Marissa Schamne
Marissa Schamne
PhD | Cientista

Pesquisadora e professora universitária, farmacêutica por formação. Despertou o interesse pela pesquisa durante a faculdade na Iniciação Científica, que obviamente foi na área da neuropsicofarmacologia. Concluída a graduação, segue o caminho da carreira acadêmica e pesquisa até a co-fundação do Rigor Científico – onde encontrou uma maneira de expressar todo seu amor pela Ciência, e vislumbra a possibilidade de levar essas informações ao maior número possível de pessoas. Era uma pessoa tímida que conforme foi se inserindo no meio acadêmico encontrou uma forma de libertar-se dessa timidez, e agora matraqueia sem parar. Apaixonada pela natureza, esportes ao ar livre e a sensação de liberdade que isso traz. Gosta de viajar pelo mundo, seja através dos livros que lê ou das viagens que faz. Almeja alçar vôos mais altos divulgando ciência por aí.